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24 de mar. de 2011

Perigosa e silenciosa

Na semana do Dia Mundial do Combate à Tuberculose, instituições de saúde se mobilizam para conscientizar a população sobre a doença

Juliana Marques

Uma das enfermidades infecciosas mais graves do mundo, a tuberculose é também a que contabiliza o maior número de óbitos em países desenvolvidos. Apenas no Brasil, aproximadamente 80 mil casos são notificados por ano – sendo cinco mil a estimativa de mortes decorrentes da doença. Por isso, na semana do Dia Mundial do Combate à Tuberculose – 24 de março – órgãos de saúde promovem campanhas informativas e culturais, com o objetivo de chamar a atenção para tratamentos, sintomas e curas.

No Rio de Janeiro, onde os índices são mais alarmantes, 11 mil casos são registrados por ano. Diante das estatísticas, secretários e técnicos de saúde pública estão empenhados em desenvolver novos medicamentos, além de promoverem um atendimento mais cuidadoso e eficiente, especialmente à população mais sucessível à bactéria bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosi), como moradores de rua, presidiários e portadores do vírus HIV.


O Mycobacterium tuberculosi, também conhecido como bacilo de Koch, é o vilão da tuberculose e é transmitido pelo ar (Foto: Agência Fiocruz)

Com atividades promovidas pelo Núcleo Brasil sem Tuberculose, do Fundo Global Tuberculose Brasil, a semana de mobilização no combate à doença conta ainda com parcerias da Fiocruz e do Centro de Referência Professor Hélio Fraga. Entre as principais atividades, destacam-se a apresentação de peças teatrais e distribuição de cartilhas na Cidade de Deus; e o lançamento do programa de televisão Pé na Estrada, que será transmitido pelo Canal Saúde, emissora da Fiocruz.

Para o médico sanitarista do Ministério da Saúde Dr. Draurio Barreira, o principal objetivo das campanhas é eliminar preconceitos e alertar a população: “Há cura e tratamento para a tuberculose. O monitoramento e acompanhamento de agentes de saúde é essencial, mas é quando a população passa a conhecer os sintomas da doença que os diagnósticos se tornam  mais precoces, evitando casos fatais,” afirma o médico coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT).

Segundo o médico Draurio Barreira, Rio de Janeiro e Amapá são os estados com os maiores índices de tuberculose. As menores encontram-se em Goiás e no Distrito Federal
A tuberculose ganhou uma atenção especial do Brasil e da França em 2006, quando os países se uniram para lançar a agência internacional Unitaid, administrada pela Organização Mundial da Saúde. Com a adesão das Nações Unidas e países como Noruega e Nova Zelândia, a agência se empenha em arrecadar fundos para combater a AIDS, tuberculose e malária em 94 países do mundo. Segundo o secretário-executivo da agência, Dr. Jorge Antônio Bermudez a meta é investir em medicamentos e tratamentos inovadores: “Atualmente 3 em cada 4 crianças com tuberculose no mundo recebem os medicamentos da Unitaid e a agência já economizou U$ 180 por pessoa com a criação de novos remédios”.

Visitantes aprendem sobre a história da doença na exposição itinerante “A Peste Branca”, em cartaz no campus Fiocruz Farmanguinhos, em Jacarepaguá

Assista ao vídeo de apresentação do Programa Pé na Estrada, que está sendo concluído para ser transmitido no Canal Saúde: http://dl.dropbox.com/u/19595799/TUBERCULOSE_CLIPE.mp4
   
Saiba mais sobre a tuberculose - Quais são os sintomas e como se prevenir?

  • A tuberculose é transmitida pelo ar. As bactérias conhecidas como bacilo de Koch são lançadas quando a pessoa doente tosse, fala ou espirra. Portanto, a contaminação não ocorre por intermédio do contato com saliva, sangue ou secreções, e tampouco com o compartilhamento de copos, pratos, roupas, toalhas e vaso sanitário.
  • Os principais sintomas são: tosse (por mais de três semanas), febre baixa, suor noturno, falta de apetite, perda de peso, cansaço e dor no peito. Apesar de a tuberculose pulmonar ser forma mais comum, a doença também pode atingir outros órgãos. 
  • Para evitar a transmissão da tuberculose: cubra o nariz e a boca ao espirrar e ao tossir; mantenha a casa limpa e arejada, e caso perceba alguns dos sintomas, procure atendimento médico imediatamente.
  • O Dia Mundial da Tuberculose foi lançado em 1982 pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela União Internacional Contra Tuberculose e Doenças Pulmonares. A data foi uma homenagem aos 100 anos do anúncio do descobrimento do bacilo causador da tuberculose, ocorrida em 24 de março de 1882, pelo médico Robert Koch.

Conheça a história da doença:
Fundo Global Tuberculose – Brasil
Fundação Oswaldo Cruz – Glossário de Doenças

Para o planeta respirar

Dia 26 de março, apague as luzes e participe da campanha Hora do Planeta, promovida pela organização não-governamental WWF

Juliana Marques   

A organização não-governamental Fundo Mundial para Vida Selvagem e Natureza (WWF, na sigla em inglês) promove desde 2007 a Hora do Planeta, um evento global que mobiliza cidadãos, empresas e até mesmo cidades inteiras a apagarem todas as luzes durante uma hora.

Este ano, a ONG propõe novamente a ação voluntária: apague todas as luzes durante 60 minutos - entre 20h30 e 21h30 - no dia 26 de março. Pessoas e empresas em todo o mundo já aderiram, assim como prefeituras, que também apagarão as luzes de monumentos, pontos turísticos e edifícios.  Ano passado 98 municípios brasileiros participaram da campanha e em todo mundo países inteiros ficaram às escuras, totalizando a economia de energia em mais de 4.000 cidades.

Apenas uma hora sem energia pode parecer pouco, mas a ação já é hoje uma das campanhas contra o aquecimento global de maior aderência popular. Segundo a ONG, a energia que o mundo consome em uma hora corresponde ao carbono sequestrado por 28 milhões de árvores, em 10 anos. O objetivo da WWF é economizar energia e chamar a atenção para ações mais sustentáveis, que causem menor impacto no meio ambiente.

Para a Hora do Planeta deste ano, a ONG lançou ainda o projeto 60+, que busca ir além do dia 26. O objetivo é compartilha em uma página na internet ideias para um planeta mais saudável durante o ano todo. A WWF espera que 1 bilhão de pessoas em todo o mundo fique no escuro no próximo sábado.


Acesse o site e participe:
www.horadoplaneta.org.br

Assista ao vídeo da campanha:


Viagem sensorial

Exposição na Casa da Ciência explora diversas eras geológicas e desperta os sentidos dos visitantes

Juliana Marques

Imagine-se percorrendo as mais antigas eras geológicas do planeta Terra: desde grandes erupções vulcânicas e terremotos de 4,5 bilhões de anos, até o início das primeiras manifestações de vida, quando uma explosão de cores e perfumes começou a surgir junto com a atmosfera. Estas são algumas das sensações provocadas pela exposição Sensações do Passado Geológico da Terra, que traz à Casa da Ciência, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), um mundo de experiências sensoriais sobre algumas das mais importantes mudanças que nosso planeta enfrentou.


A jornada começa com muito barulho, ventos e raios emolduram um grande terremoto. As luzes vermelhas já alertam: entraremos em uma era onde as atividades vulcânicas estavam a todo vapor. Sob nossos pés, a terra treme com a ajuda da tecnologia. Uma projeção sensível ao movimento faz com que seja possível caminhar sob rochas e lavas digitais.
   
De acordo com a produtora de exposições da Casa da Ciência, Luciane Correia, a mostra foi montada para aproximar jovens e adultos da história geológica do planeta usando diferentes linguagens: “Buscamos provocar questionamentos por intermédio de um conhecimento interativo. Ao mesmo tempo em que provocamos os sentidos, estimulamos a criatividade e a imaginação dos visitantes”, explicou.

Interativas, as instalações usam música, tecnologia, toques e cheiros para conquistar os visitantes e provocar reflexões. Todas são acompanhadas por um texto em braile
(Fotos: Juliana Marques)

No museu, é possível explorar a imensidão de uma floresta tropical do período jurássico, com suas libélulas e samambaias gigantes. Conforme caminhamos sob uma tela, patas gigantes de dinossauros aparecem, e logo em seguida descobrimos que se trata de um iguanodonte, um herbívoro de 10 metros de altura. Podemos ainda sentir aromas dos primeiros vegetais catalogados pelo homem, como o Eucalipto. Em uma outra instalação, os visitantes caminham diante de uma projeção que exibe a evolução dos seres humanos – desde o Homo habilis até o Homo sapiens sapiens.  E ao lado, um grande colchão branco é rodeado por imagens de geleiras, feitas especialmente para representar a era glacial.

Inaugurada no início de fevereiro deste ano, a mostra vai até o dia 15 de maio e conta com a curadoria do professor e paleontólogo Ismar de Sousa Carvalho, do Departamento de Geologia da UFRJ.  Além das instalações, jovens e adultos também são convidados para oficinas, palestras, atividades, e para o laboratório sensorial, onde podem observar, manusear diferentes tipos de rochas e conhecer suas principais propriedades.

Na instalação Era do Gelo, um colchão é a atração. Os visitantes podem acompanhar filmes e conhecer as características do período (Foto: Juliana Marques)
Luciane afirma ainda que o objetivo das instalações é esclarecer a ocorrência dos desastres naturais, especialmente aos mais jovens. “A exposição procura interpretar e desmistificar estas modificações naturais. Ela mostra que as catástrofes já acontecem há bilhões de anos, e não estão necessariamente relacionadas ao clima e a ação humana”, contou a produtora. 
   
Para integrar a exposição, o museu oferece ainda um ciclo de palestras com pesquisadores e apresentações teatrais do Grupo Cantos do Rio. Os atores representarão estátuas feitas de pedra e conversarão sobre o passado geológico da Terra em uma peça que mistura música, diversão e conhecimento.  Ainda este ano, a Casa da Ciência receberá uma exposição sobre o cientista Carlos Chagas (em parceria com a Fiocruz), e outra sobre a Química, em celebração a escolha do seu ano internacional.


Confira toda a programação da exposição e atividades relacionadas na Casa da Ciência:
http://www.casadaciencia.ufrj.br/Exposicao/sensacoes/


[SAIBA MAIS]
  
Casa da Ciência
Sensações do passado geológico da Terra
Casa da Ciência da UFRJ
Rua Lauro Müller, 3, Botafogo
Terça a sexta-feira, das 9h às 20h
Sábado, domingo e feriados, das 10h às 20h
Agendamento: (21) 2542-7494 (21) 2542-7494 / 2598-3051
Entrada gratuita
Até 15 de maio de 2011

Grupo de Teatro
20 de março a 15 de maio, sempre aos domingos às 17 horas.

Confira a reportagem realizada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para divulgar a exposição:


Um portal contra a dengue

Especialistas da Fiocruz criam site com vídeos e informações completas sobre a doença que atinge o Brasil e o mundo

Juliana Marques   

http://www.ioc.fiocruz.br/dengue/
Empenhados em promover o conhecimento sobre o mosquito Aedes aegypti, pesquisadores e jornalistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), da Fiocruz, no Rio de Janeiro, desenvolveram o portal “Dengue: Vírus e Vetor”. O hotsite foi elaborado para disponibilizar on-line informações de qualidade, além de pesquisas, infográficos, fotografias e vídeos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dengue atinge hoje 50 milhões de pessoas em todo o mundo. Informações sobre o mosquito transmissor e prevenções são essenciais na luta contra a doença. Por isso, o objetivo da iniciativa é gerar e disponibilizar conteúdos a partir das recomendações e orientações de pesquisadores do IOC. E na internet, o alcance é ainda maior: segundo os autores da página, o site já registrou acessos em 14 países, em quatro continentes diferentes.

Acesse e multiplique o conhecimento!